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Archive for the ‘Política’ Category

Hipergólicos

17 Maio, 2009 Talles 3 comentários

A América é um continente de consequências. Somos assim não por um processo pacífico, nós lutamos muito, lutamos tanto que nos esgotamos, aliás, fomos esgotados. A América inteira reflete essas consequências. Mas então por que não nos sentimos americanos? Porque somos produtos de uma miséria política, de uma dominação econômico de quem finge não ter nada a ver com isso. Houve sangue em cada planície e em cada planalto. Houve sangue em cada sorriso e em cada abraço. Mas hoje somos nós. Países oligárquicos… dominados por ideologias contraditórias… mas guerreiros, ainda lutamos por direitos antigos. Mas quando seremos vistos como independentes? Como povo de verdade e não como colonizados por europeus? Quando seremos nós? Quando trocaremos o ‘descobrimento’ por ‘dominação’, definitivamente? Quando vamos calar a boca de quem nos chama de vulcão?

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Prioridades pré estabelecidas.

25 Dezembro, 2008 Talles 2 comentários

(e pré-impostas também).

“Em visita a Santa Catarina nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que as mudanças climáticas no planeta causaram a enchente que atingiu o Estado. O presidente viajou para Santa Catarina para sobrevoar as áreas mais atingidas pela chuva e anunciar a assinatura da Medida Provisória que destina R$ 1,6 bilhão para os estados afetados por enchentes.”

“Presidente Luiz Inácio Lula da Silva está reunido na manhã desta quinta-feira com empresários no Palácio do Planalto para apresentar um pacote de medidas para amenizar a repercussão da crise financeira mundial. As medidas, que devem ser anunciadas hoje, se destinam ao setor produtivo e consumidor e, segundo estimativas preliminares, podem custar cerca de R$ 10 bilhões aos cofres públicos.”

Não preciso nem explicar o título, não é?  O que mais me encomoda é saber que na nossa democracia, teremos somente indignação como resposta.

Internacionalização da Amazônia – Resposta de Cristóvam Buarque

22 Novembro, 2008 Talles 5 comentários

Em um debate numa universidade americana, Cristóvam Buarque, ex-governador de Brasília, foi perguntado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. Quem perguntou disse que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta de Cristóvam Buarque:

“Como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se sob uma ética humanista, a Amazônia deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar que esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.

Neste momento, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos Estados Unidos. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza especifica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os Estados Unidos querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos Estados Unidos. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os candidatos a presidência dos Estados Unidos em defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.

Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de comer e de ir a escola. Internacionalizemos as crianças tratando todas elas como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro, ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, ou que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!”

Sobre o autor:
Senador, ex-Ministro da Educação e ex-governador do Distrito Federal (PT). Criou o programa Bolsa-Escola.  Foi candidato à presidencia nas eleições de 2006, tendo a educação como mote de campanha. Escreveu 18 livros sobre temas de economia, educação, sociologia e história. Ex-reitor da Universidade de Brasília. Nasceu em Recife.

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Apesar de

2 Agosto, 2008 Talles Deixe um comentário

  ‘O sofrimento de que nos orgulhamos é diferente daquele que escondemos. Sofrer para ter uma vida melhor, para crescer como pessoa nos parece digno de ser falado, de ser expresso, de ser louvado. Mas quando sofremos por idiotice? Por estupidez? Pelas coisas erradas que fazemos?’

  Esse ano teremos mais uma campanha política, dessa vez de cunho local: apenas o prefeito e os vereadores. Não se enganem os que pensam que vão excercer o ’seu grande direito de democracia’. Não, não é apenas esse. O seu grande direito vai ser o de tirá-los do poder se precisar, ou revogar as decisões mal tomadas.

  Espero que procurem nossas raras exceções… para que nossos interesses sejam realmente representados. Não apenas as cores do partido.

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O Esforço Pessoal

12 Abril, 2008 Talles 7 comentários

  Desde pequenos temos que receber goela abaixo diversas idéias que a princípio nos parecem irredutíveis. Uma delas é: a causa da diferença social no Brasil é 100% por falta de oportunidade. Ou ainda pior: o seu futuro é decidido por onde você nasce, onde estuda e as oportunidades que recebe.
  Muitas pessoas que nascem na chamada classe C devem acomodar-se e curvar-se já que tem que estudar em escolas públicas e não podem vencer na vida. Não. Todos nós podemos. Eu digo com sinceridade que 60% do que somos vêm de nosso esforço, não de oportunidades. É claro que ainda sofremos com a diferença de níveis de ensino, de ofertas de emprego e por sempre haver uma fina camada que dividi os mais ricos. Mas somos capazes de nos movermos, de lutarmos e na nossa lide vencermos.
  Muitos dizem “mas eu estudei em escola pública” ou “nasci numa família pobre”…  o seu esforço supera tudo isso. O Ser humano é individual acima do coletivo porque todo coletivismo veio de um único ser, mesmo que esse ser tenho sido o Deus. Por isso qualquer regra aparentemente imposta por um grupo social pode ser superada ou transposta pelo indivíduo uma vez que ele seja batalhador.
  Não pensem que aqui quero justificar a desigualdade no Brasil, mas apenas quero dismistificar o que muitos acham sobre as pessoas de maior condição social: elas lutaram. Acima de tudo batalharam. Justo será o mundo em que, finalmente, 100% do que somos seja definido por nossa responsabilidade e não por meio de castas ou por heranças e acomodação.

Aliás, a acomodação é o marco de tudo isso… NÃO, não é sempre culpa do Estado, ou culpa dos ricos ou culpa do sitema… a culpa pode ter sido sua.

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