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Archive for the ‘Poética’ Category

Sob o signo do Símbolo

28 Junho, 2009 Talles 3 comentários

  O misticismo e a simbologia foram fundamentais nas relações humanas, nas decisões de líderes, na dominação de religiosos, no controle das massas. Mas o que me espanta é a necessidade de se instituir símbolos ainda ser tão presente em nossas vidas. Representam uma tradição que ultimamente tem sido tão deturpada, tão maltratada e tão renegada. Mas a construção de símbolos ainda está lá, modificando mentes e levando cérebros às mais intensas viagens. E nem a sede por dinheiro, por glória ou algo desse tipo, tem se tornado capaz de apagar do subconsciente que existem os símbolos, as marcas, as representações.

Epifania?

30 Agosto, 2008 Talles 2 comentários

Violeta. Fazer a comida é a rotina dela: ir à feira, comprar as verduras e as carnes, voltar e prepará-las. Anil. Mas naquele dia foi diferente… estava tudo diferente quando acordou e viu a si mesma… por que as pessoas têm olhos? Viu que era mais uma. Que não fazia falta, mas sabia que tinha nascido para isso e que não desistiria antes de ser lembrada. Azul. Saiu à luz do dia e comprou tomates em um supermercado, ’se deu o luxo’, e correu para casa… eram especiais, eram de supermercado e tinham custado duas vezes mais do que podia. Mas ela queria. Foi cortá-los para por na salada. Verde. ‘Além dos tomates um pouco de alface’, sempre tinha sido cuidadosa em seus afazeres, e queria obviamente impressionar os acostumados às antigas cebolas. Amarelo. Pegou a faca e começou a mutilação: 1, 2, 3, 4, 5. ‘DROGA’. Cortou o dedo e viu seu sangue escorrer no metal. Doía e ela sabia que na dor entendia a razão da diferença. ‘Porque na diferença estava meu encontro pessoal, minha causa não-dita, estava tudo guardado e agora eu abri a ferida e saiu’. Laranja. Era o último momento… a decisão, via o sangue até o final ou lavava e perdia sua oportunidade? Viveu para ver que o corte libertou-a. Viveu para ser lembrada por mim e por ti. VERMELHO.

CategoriasAmigos, Escola, Poética

So Unsure

1 Julho, 2008 Talles 2 comentários

  Decidir-se pode se tornar o pior pesadelo para qualquer um, principalmente quando sabemos que isso muda nossa vida ou a vida de quem nos rodeia. Terminei quase agora de ler Dom Casmurro, sem dúvida, o maior clássico de Machado de Assis. A traição de Capitu é o caso mais discutido quando se lê essa obra. E seus olhos de ressaca, tão buscados. Entretanto eu venho aqui por em questão algo: será que às vezes não vale mais ficar com a ilusão que nos deixa feliz do que buscar uma verdade que nos machucaria?
  Bentinho não teria um final mais grandioso, de grande advogado e ex-seminarista se tivesse apenas requerido o amor de Ezequiel, seu filho, em vez de tentar buscar explicação para sua semelhança com Escobar? Pois bem, a obra machadiana é aberta por estilo, a conclusão é nossa, a história é nossa, deixa-se do autor no momento que começa-se Do livro.
  Giramos em torno de tomar decisões.
Mas como saber se são as certas? Talvez as que tragam os olhos de ressaca.

CategoriasEscola, Poética

A Lâmina de Aço

17 Fevereiro, 2008 Talles Deixe um comentário

“Entre a melancolia e a felicidade existe apenas uma fina lâmina de aço” foi o que eu ouvi esse final-de-semana. É estranho e estúpido como o que aprendemos sempre esteve bem em nossa frente, mas só se tornam visíveis depois que as conhecemos.
A busca do homem na verdade não é pela felicidade… mas sim pelo controle dessa lâmina.

since when did what we pay for colored cloth gage our gravity?

13 Dezembro, 2007 Talles 3 comentários

E numa dessas conversas com Beatriz, leio:

bia. /  ler Fogo…. Morto. diz:
nós somos iguais
bia. /  ler Fogo…. Morto. diz:
e o universo não difere
bia. /  ler Fogo…. Morto. diz:
então quem cria essa barreiras somos nós mesmos
bia. /  ler Fogo…. Morto. diz:
que nos deixamos levar pelo que temos
bia. /  ler Fogo…. Morto. diz:
e não pelo que somos: apenas inércia