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Archive for the ‘Amigos’ Category

Aprendendo a respirar

3 Dezembro, 2008 Talles 3 comentários

Ócio produtivo é a expressão certa pra descrever o que nos acontece em momentos que não sabemos bem se queremos ou não, se podemos ou não, enfim, quando a semiótica bate em nossos olhos e nós deciframos e perdemos a oportunidade de estabelecer o vínculo necessário para divulgar nossas interpretações do mundo.
Por partes, como só os mais célebres assassinos são capazes:

1 – Determinar se o ano foi aquilo que se desejava não tem parâmetros ou métodos de avaliação, só se percebe no final, quando está livre e pode olhar para trás tranqüilo e dizer: “Acabou, e eu fiz o meu melhor, pelo menos naquele momento”.

2 – Depois do esforço, vem a  premiação, e ela vem aos poucos, surpreendendo, fazendo os sorrisos de uns e as lágrimas de outros, mas emocionando de uma maneira ou de outra.

3 – Escolher o que é melhor para si e para quem depende de você por algum motivo pode ser assustador, eu sei, mas outro ano vai passando, pessoas envelhecendo, decisões tomadas, arrependimentos chorados, papéis bem rasgados. Eu percebi e que não há sacrifício porque o preço está pago.

Acidentalmente aprendemos a respirar nas altas escaladas que o entendimento de nossas decisões dá.

CategoriasAmigos, Férias, Vida

Epifania?

30 Agosto, 2008 Talles 2 comentários

Violeta. Fazer a comida é a rotina dela: ir à feira, comprar as verduras e as carnes, voltar e prepará-las. Anil. Mas naquele dia foi diferente… estava tudo diferente quando acordou e viu a si mesma… por que as pessoas têm olhos? Viu que era mais uma. Que não fazia falta, mas sabia que tinha nascido para isso e que não desistiria antes de ser lembrada. Azul. Saiu à luz do dia e comprou tomates em um supermercado, ’se deu o luxo’, e correu para casa… eram especiais, eram de supermercado e tinham custado duas vezes mais do que podia. Mas ela queria. Foi cortá-los para por na salada. Verde. ‘Além dos tomates um pouco de alface’, sempre tinha sido cuidadosa em seus afazeres, e queria obviamente impressionar os acostumados às antigas cebolas. Amarelo. Pegou a faca e começou a mutilação: 1, 2, 3, 4, 5. ‘DROGA’. Cortou o dedo e viu seu sangue escorrer no metal. Doía e ela sabia que na dor entendia a razão da diferença. ‘Porque na diferença estava meu encontro pessoal, minha causa não-dita, estava tudo guardado e agora eu abri a ferida e saiu’. Laranja. Era o último momento… a decisão, via o sangue até o final ou lavava e perdia sua oportunidade? Viveu para ver que o corte libertou-a. Viveu para ser lembrada por mim e por ti. VERMELHO.

CategoriasAmigos, Escola, Poética

since when did what we pay for colored cloth gage our gravity?

13 Dezembro, 2007 Talles 3 comentários

E numa dessas conversas com Beatriz, leio:

bia. /  ler Fogo…. Morto. diz:
nós somos iguais
bia. /  ler Fogo…. Morto. diz:
e o universo não difere
bia. /  ler Fogo…. Morto. diz:
então quem cria essa barreiras somos nós mesmos
bia. /  ler Fogo…. Morto. diz:
que nos deixamos levar pelo que temos
bia. /  ler Fogo…. Morto. diz:
e não pelo que somos: apenas inércia

You and Whose Army

15 Setembro, 2007 Talles Deixe um comentário

Falar o que não se deve foi e sempre será causa de brigas, pois a confiança é a ponte sólida e traí-la é trair a própria condição. E a amizade tanto pode nos destruir quanto ajudar nas horas certas.