“Nem tal excesso de honra nem tal indignidade”
Equilíbrio, para Física, pelo menos grosso modo é quando todas as forças sobre um indivíduo se harmonizam, não permitindo movimento (estático) ou deixando-o em retilíneo uniforme (dinâmico). Esse conceito pode ser analisado de um ponto de vista mais humano… ‘forças sobre o indivíduo se harmonizando’… sem pressão? Ou pressões aceitáveis?
O ponto ótimo que se supõe ser buscado por nós, seja de forma involuntária, por instinto, é relativisado. O padrão já deixou de ser seguido há séculos, e a personificação parece trazer a idiossincrasia a mil.
A caridade tornou-se sinal de idiotice ou tolice; e com ela vieram o desapego, o consumismo, a estima pessoal etc. Equilibrar-se novamente dentro de cada contexto é um trabalho não-resignado. Para quê? Honra e indignidade: extremos humanos, demasiadamente humanos. Conceitos perdidos.
E apelando ao século das dúvidas, será isso verdade? Encontrar nosso ponto ótimo já é por si prazer e felicidade? Deixo a mão de lado e caneta bem próxima para quem se atreve.
Nesse processo de pressões simultâneas em que vivemos estamos sempre a um desses dois lados. Buscamos a nossa honra ou trazemos a indignidade para o próximo ou vice-versa ou nenhum dos dois. A questão é que aprendemos a nos equilibrar em relação aos fatos e às pessoas que tomamos como referencial. Criar nosso referencial e a partir dele sermos guiados é o caminho mais lúcido.
Uns podem dizer ‘não preciso de honra, não preciso de dignidade’. ‘Precisa-se de desonra, de indignidade’. Não comparam parâmetros e não enxergaram as consequências.
Só os sem-honra e os indignos têm mostrado a verdade digna e honrada. Oh hipocrisia.
o importante na vida é não ser hipócrita. ou não. esse comentário foi hipócrita.
Gostei, Talles, creio que você se tornará o novo Ruy Barbosa hehe.
Eu, pessoalmente, passo períodos privilegiando cada hora determinada atitude: o equilíbrio em si, para ter paz ou a pressão em um sentido, geralmente para avançar, quando canso da suposta inércia e me sinto capaz de progredir.
Em qualquer uma dessas escolhas, no entanto, há certos momentos em que uma decisão envolve algo não-convencional. Se relativizada, como você mesmo diz, pode vir a ser, na sua visão, hipocrisia, falta de honra, etc. Muitas vezes, entretanto, tais ações são justamente para manter intacta a honra tão mal-fadada.
Abraços!
Mas a questão é que a preservação na honra virou algo desonroso, pessoas passam por cima de muitas coisas para se manterem altruístas.
Ay gato, sejamos sinceros: tem sido cada vez mais difícil ser equilibrado/honrado/digno nesses dias.
Não, não quero justificar nada do que tenhamos feito, mas pensa comigo: pessoas honradas dificilmente são reconhecidas. Ninguém quer isso.
Enfim, eu sou uma indigna(da) buscando um pouco de honra e sentido. E quem sabe uma noite de sono decente JDIOSANDY9SA7DY
Talleco, continue pensando assim. Alguém tem que prestar nesse mundo, né?
Sobre a felicidade, é algo de momento. Perduram, como sempre foi, os moldes da felicidade; todos convidativos, mas quase sempre falhos, pois construir esses momentos felizes não é questão de já ter em mente a idéia do que é ser feliz ou de como o ser. Sejamos felizes com a certeza de que existe uma oscilaçao (essa sim relativisada pelo próprio tempo) para a qual nunca encontraremos defesa.
Sobre honra, o que porra é honra? sadhuuhushadduhsa ou o que já foi honra?
Sobre equilíbrio, eu que não queria ser equilibrado. Essas ‘forças sobre o indivíduo se harmonizando’ dividem os indivíduos em três grupos, pois os que ficam estáticos eu não considero humanos; os dinâmicos são humanos, mas sem nenhum senso crítico, a massa, os sem conhecimento. Desequilibrados são os mais dignos dos homens porque eles se conformam que não têm a chave certa para encontrar o ponto ótimo, tentam achá-lo pela vida, contentando-se com o mais próximo de onde conseguirem chegar.
Sobre o ponto ótimo, vários projetos inalcançáveis resumidos numa expressão.
Nada como o google pra achar o Entrevero de Talles…
enfim, tenha pelo menos sua honra, afinal, a dignidade depende do ponto de vista(-QQQ).
O cerne da questão, para mim, é que os conceitos de “honra” e “dignidade” são, em sua essência, artificais/não-naturais; suas antíteses que são, ao meu ver, características inatas ao homem, quiçá vestígios evolutivos que hoje já não tem mais razão de ser.
Justamente, Matheus. O processo evolutivo nos moldou a uma sociedade confusa e idiossincrática (vou me abster de dissertar sobre liberalismo, capitalismo ou socialismo, são conceitos muito ‘novos’ para o que vem ocorrendo há tanto tempo). Eu costumo dizer que existiram três fases:
- a construção do orgulho e o respeito que você constrói para ele, típico da época pré-história e antiga.
- o orgulho herdado, intrínseco, conseqüente do sistema político e socioeconômico, advindo da nobreza, tipicamente medieval.
- o orgulho relativo, antiético e optativo, típico dos dias atuais.
Eu não estudei sociologia, por isso posso estar escrevendo uma grande besteira. ‘Mas sou por princípio contra’ as graduações ‘e também contra os princípios’.