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“Nem tal excesso de honra nem tal indignidade”

1 Fevereiro, 2009 Talles 8 comentários

Equilíbrio, para Física, pelo menos grosso modo é quando todas as forças sobre um indivíduo se harmonizam, não permitindo movimento (estático) ou deixando-o em retilíneo uniforme (dinâmico). Esse conceito pode ser analisado de um ponto de vista mais humano… ‘forças sobre o indivíduo se harmonizando’… sem pressão? Ou pressões aceitáveis?

O ponto ótimo que se supõe ser buscado por nós, seja de forma involuntária, por instinto,  é relativisado. O padrão já deixou de ser seguido há séculos, e a personificação parece trazer a idiossincrasia a mil.
A caridade tornou-se sinal de idiotice ou tolice; e com ela vieram o desapego, o consumismo, a estima pessoal etc. Equilibrar-se novamente dentro de cada contexto é um trabalho não-resignado. Para quê? Honra e indignidade: extremos humanos, demasiadamente humanos. Conceitos perdidos.
E apelando ao século das dúvidas, será isso verdade? Encontrar nosso ponto ótimo já é por si prazer e felicidade? Deixo a mão de lado e caneta bem próxima para quem se atreve.

Nesse processo de pressões simultâneas em que vivemos estamos sempre a um desses dois lados. Buscamos a nossa honra ou trazemos a indignidade para o próximo ou vice-versa ou nenhum dos dois. A questão é que aprendemos a nos equilibrar em relação aos fatos e às pessoas que tomamos como referencial. Criar nosso referencial e a partir dele sermos guiados é o caminho mais lúcido.

Uns podem dizer ‘não preciso de honra, não preciso de dignidade’. ‘Precisa-se de desonra, de indignidade’.  Não comparam parâmetros e não enxergaram as consequências.

Só os sem-honra e os indignos têm mostrado a verdade digna e honrada. Oh hipocrisia.

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