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Archive for Dezembro, 2008

Prioridades pré estabelecidas.

25 Dezembro, 2008 Talles 2 comentários

(e pré-impostas também).

“Em visita a Santa Catarina nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que as mudanças climáticas no planeta causaram a enchente que atingiu o Estado. O presidente viajou para Santa Catarina para sobrevoar as áreas mais atingidas pela chuva e anunciar a assinatura da Medida Provisória que destina R$ 1,6 bilhão para os estados afetados por enchentes.”

“Presidente Luiz Inácio Lula da Silva está reunido na manhã desta quinta-feira com empresários no Palácio do Planalto para apresentar um pacote de medidas para amenizar a repercussão da crise financeira mundial. As medidas, que devem ser anunciadas hoje, se destinam ao setor produtivo e consumidor e, segundo estimativas preliminares, podem custar cerca de R$ 10 bilhões aos cofres públicos.”

Não preciso nem explicar o título, não é?  O que mais me encomoda é saber que na nossa democracia, teremos somente indignação como resposta.

Sem o nome

7 Dezembro, 2008 Talles 4 comentários

 06/12/2008 e uma dona de casa é estuprada enquanto enchia tonéis com água para lavar roupa no outro dia. DONA DE CASA… parece vago? É vago, mas precisa de mais? O acontecimento em si para eles basta, para que o nome? Ela nunca o teve mesmo; vivia subordinada a um marido infiel e interrogativo. Noite. Sem água há tanto tempo, como sofreu para cuidar das crianças sujas e desesperançosas. Ela era os pilares daquela casa. Era sim; não que sua existência fizesse sentido depois de ter ligado as tubas uterinas, mas ninguém sem nome se mantém vivo depois de retirada a dignidade à frente de todos. À frente dos filhos, por mais grotesco que pareça. O monstro? Nome Sobrenome de Subnome; era homem, era marginalizado, tinham que culpar o governo e a sociedade porque eram mídia, e a mídia lucrava com isso, em criticar a sociedade, o governo de novo e novamente e para sempre.

 Suas lágrimas cicatrizaram em marcas rubras em seu rosto velho  e erguido. Agora no mundo dos mortos não teria medos, não teria óvulos a serem usados. Estava morta e vivia finalmente sem a culpa, sem a desconfiança empregada pelas correntes transparentes da mente fechada, que nunca se rompem, mente que nunca evolui e que vai matar dezenas delas.

 Preferiu gritar. Mas se tivesse aprendido a escrever sentaria e produziria seu ‘Em busca do tempo perdido’, reencontrando o sentido perdido de novo, como olhando para um poço, que não refletiria seu rosto, mas seu desgosto em ser um número de estatística. Seu nome era…

CategoriasSeriedades, Tristeza, Vida

Aprendendo a respirar

3 Dezembro, 2008 Talles 3 comentários

Ócio produtivo é a expressão certa pra descrever o que nos acontece em momentos que não sabemos bem se queremos ou não, se podemos ou não, enfim, quando a semiótica bate em nossos olhos e nós deciframos e perdemos a oportunidade de estabelecer o vínculo necessário para divulgar nossas interpretações do mundo.
Por partes, como só os mais célebres assassinos são capazes:

1 – Determinar se o ano foi aquilo que se desejava não tem parâmetros ou métodos de avaliação, só se percebe no final, quando está livre e pode olhar para trás tranqüilo e dizer: “Acabou, e eu fiz o meu melhor, pelo menos naquele momento”.

2 – Depois do esforço, vem a  premiação, e ela vem aos poucos, surpreendendo, fazendo os sorrisos de uns e as lágrimas de outros, mas emocionando de uma maneira ou de outra.

3 – Escolher o que é melhor para si e para quem depende de você por algum motivo pode ser assustador, eu sei, mas outro ano vai passando, pessoas envelhecendo, decisões tomadas, arrependimentos chorados, papéis bem rasgados. Eu percebi e que não há sacrifício porque o preço está pago.

Acidentalmente aprendemos a respirar nas altas escaladas que o entendimento de nossas decisões dá.

CategoriasAmigos, Férias, Vida