Só as cores, quem sabe
“Palavras: que estranha potência a vossa”
Volto outra vez a usar a frase de Cecília Meirelles.
As palavras têm uma força inexplicável, isso é realmente irrevogável. Mas eu nunca pensei no quão destruidoras elas podem ser. E quão edificantes.
Não consigo imaginar como um livro pode ter ajudado tanta gente, ou como um conto de pai-para-filho pode ter unido uma tribo. Ou ainda como pode ter levado pessoas a fazerem o que não deviam, ou o que não fariam se não estivessem tão iludidas.
Descobrimos muitas coisas com o tempo, com os livros, com as músicas.
Descobrimo-nos na descoberta. Vemo-nos pelas costas no caminho da felicidade, da angústia e da saudade. “Quem é aquele correndo para a vida?” Você… ou eu, ou qualquer pessoa que tenha a capacidade de ver que está evoluindo, crescendo, vivendo e acima de tudo descobrindo mais uma vez.
Talvez devêssemos esquecer as dores maiores: o menor dos prazeres as curam. Enfim…
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