Arquivar

Archive for Novembro, 2007

Passou o PSS I

25 Novembro, 2007 Talles Deixe um comentário

O Peso de 2000 N saiu das minhas costas… fiz PSS, acertei 58 de 68 questões, fiz uma boa média em cada uma, só preciso aumentar matemática, que por acaso eu errei duas questões de graça, sabendo fazê-las. Mas é inexperiência, ano que vem vou me dedicar mais. Para todo o mundo que fez PSS: FINALMENTE!

ps: Fiz 715 pontos nesse PSS.

CategoriasSeriedades, Vida

Palavras: Que entranha potência a vossa.

11 Novembro, 2007 Talles 4 comentários

A Defesa das mulheres não pára por aí não. Quem de nós nunca ouviu falar em Cecília Meireles, considerada por muitas como a maior poetisa brasileira? Mas não é apenas isso. Agora eu pergunto quantos de nós conhecem o livro O Romanceiro da Inconfidência escrito por ela? A respota supreende.

O Romanceiro da Inconfidência foi uma obra pesquisada por 10 anos pela autora e de uma magnitude inexplicável: São 84 romances ou poesias narrativas, com predominância de redondilhas, isto é, versos heptassílabos contando a história da Inconfidência Mineira de uma forma que ultrapassa o uso poético da última flor do Lácio.

A poesia se desenrola meio de trás-pra-frente, os acontecimentos são descritos e percebidos antes mesmo de chegarem ao clímax, e o que acontece nele é inafável.

Mas eu torno a perguntar: quantos de nós sabemos (ou, no caso, sabíamos) disso? A obra Lusíadas, escrito por Camões, por exemplo, é conhecida no mundo inteiro e adorada pela sua população, isto é, faz parte integral da cultura e a história de Portugal. O Romanceiro tem a mesma base poética-narrativa e conta, assim como a suprecitada-obra, os acontecimentos de seu povo, de sua nação e de seus heróis. Mas por aqui “santo de casa não faz milagre” ou então teríamos que esperar mais uns 50 anos para notarem a importância dessa obra (Assim como aconteceu a Camões).

Aqui está uma parte do poema mais emocionante, Palavras Aéreas:

 

Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
Éreis um sopro na aragem…
- sois um homem que se enforca!