Ela tem o jeito.
Acordar, levantar, deitar e dormir: rotina. Pois é, a rotina toma conta de mim nas férias, por incrível que pareça, mas eu gosto, exercita o meu não-fazer-nada-perfil quase nunca usado. Porém ontem algo curioso aconteceu, no meio da noite, sim, no meio da noite, no auge do fim do horário preguiçoso, depois da recaída do Sol, depois da volta dos pais aos lares, depois da volta – a noite. Já acostumado a jantar, ler um pouco, conversar com uns amigos e ir dormir, não esperava nada de diferente, até que recebo um telefonema, toca um lá bemol no centro da noite: minha prima. Não só me espanta ela ter ligado mas ela me chamou pra comer pizza, quanta enrolação para dizer isso, né? para ir à um rodízio de pizza. Assim mesmo: do nada, em cima da hora, bicho-pior. Sorte minha que eu já estava tomado banho – troquei de roupa rápido, íamo agora, íamos naquela hora e acabou. Eu, minha prima e seu filho recém-nascido, e Cris. Depois da aflição da correria só alívio – amigos tornam os lugares mais distantes e esquisitos em lares e domicílios, em momentos inesquecíveis de festa e animação. Logo ao chegar me perguntei: como minha prima vai comer com Levy aos braços? perguntei o mesmo à ela, Cyntia. Mãe é algo imcompren(sí/dí)vel, tem jeito pra tudo, tem jeito para as armaguras da vida, tem jeito para o corte depois da queda, tem jeito para fome passar, tem jeito para o sorriso abrir e sabe muito bem fazer calar-me. Era um jeito que eu nunca chegaria a encontrar, que eu, homem, nunca vou sentir. Talvez privar-nos tenha sido melhor, talvez a emoção de ver a emoção se emocionar com a maternidade seja bem mais agradável. Me perdi num olhor promissor, me perdi na verdade. Noite divertida.
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sai fora mane!!!!!!!!!!!!!!!!