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Archive for Julho, 2007

Preciosidades

20 Julho, 2007 Talles Deixe um comentário

  O acordar começa triunfoso, exasperado, nervoso: todos vão viajar, muitos vão viajar. São famílias, amigos, irmãos, pais, mães, filhas e sobrinhos, conhecidos ou não, mas todos com o mesmo objetivo – com um mesmo destino.  Chegam no Aeroporto, era Porto Alegre, linda e fria – não sabiam o futuro, talvez essa seja a dádiva de Deus aos homens: não saberem o que os aguardam,  saberem que cada segundo é eterno, pois cada segundo é um segundo em que vencemos.

Entramos todos no avião, somos uma grande família, talvez tivessem muitos, talvez não, já não sei mais se estive lá, já não sei mais quanto tempo posso contá-los.

Tudo sempre esteve certo, o Airbus A-320 estava certo, ou não: O avião tinha um reversor desligado – “mas não tinha problema” pensavam os comandantes, já havia acontecido antes.

Viagem normal, pois eram pessoas normais apenas embarcando para São Paulo, era apenas mais uma viagem dentre tantas ao redor do mundo até algo acontecer.

Queria saber os segunds antes do acontecido, o que havia na cabeça de cada um? Tiveram a cosciência de saberem que iam morrer segundos antes? Ou foram privados mais uma vez de saberem seu futuro? Minha poética não permite que eu vá até lá, talvez seja dor de mais, talvez o talvez cance.

Chegamos em Congonhas, era apenas um vôo, um entre tantos e por quê?  Não conseguiram diminuir a velocidade, não conseguimos conter o avião, a pista estava molhada, não houve máquina ou pensar humano que ajudasse, por favor, desculpe-nos.

Eram momentos de ilusão de uma chegada bonita, era uma ilusão de felicidade, ou quem sabe estavam sim felizes, talvez a morte omitida tenha os dado o dom de morrer felizes por uma chegada, quem sabe isso não traduz essa realidade.

Mas o “não saber” não impediu nada de ocorrer, mais uma vez a pista estava molhada, freios a todo e o avião não parava, não ficava lento, não queria dormir. Mas então veio a luz sem que eles soubessem, todos nascem para uma luz que de primeiro desconhecem, desconhecemos a luz que os ilumina, e eles morreram sobe uma luz que nunca vão saber de onde veio, nem nunca vão saber o porquê. Pudera a luz estandarte da vida tenha se rebelado e levado mais de 180 pessoas, essas mesma pessoas nascidas para a luz, e quem Deus acompanhe todos.

Smokers outside the Hospital doors.

11 Julho, 2007 Talles 1 comentário

Os dias estavam vindo cada vez mais verdadeiros, mais deles, mais dias do que nunca e para falar a verdade eu gosto disso, cada vez o contrato de serem dias bons era cumprido. Isso era logo introduzido pela manhã. Mas é traiçoeiro, é apunhalador pelas costas saber que dias ruins também são introduzidos pela manhã, só por serem dias. Não, não saio com freqüência, mas nesse dia precisava sair de meu sub-consciente, sair inconseqüente, sair para ver o mar, sair para ver o cinza quem sabe. Mas então encontro-a, já depois de sair e andar bastante. Ela tinha olhos de pessoas bonitas, talvez eu não lembre do resto, mas os olhos me venceram, exercitava meu olhos para o dela a hipnotizar-me. Era linda e eu tinha confiança em mim, eu também tinha olhos, e sabia que era o bastante para mim, era o bastante para mim. Não foi para mais ninguém – fui com toda a confiança de Zeus em Hércules, pensando em como andar sincero, como mover os pés com sinceridade e espontaneidade, me perco no fato de ter gastado todo meu fardo de simpatia e segurança com a dona da esquina que sorri. Estava chegando próximo e iria falar-lhe – cheguei e ela nem mesmo olhou para mim. Ainda de boca a aberta num “oi”esquecido olhei para baixo e vi o chão cinza. O Cinza me segurava, o cinza tantas vezes esquecido por mim no fundo da caixa de lápis-de-cor. O cinza era minha escapatória rápida para um olhar tímido de quem frcassou, de quem foi decepcinado. E termino com a mente inteira, com a massa cinza no crânio e no chão que me segurou.

ps: …me segurou quando cheguei perto dela e tropecei. (ou não)

Amoxicilina e Paracetamol

3 Julho, 2007 Talles 6 comentários

Adoeci, e isso destroiu completamente o meu dia hoje. Ter a garganta sensível é a pior coisa que se pode ter sensível em qualquer lugar do mundo. Ela parecia que ia estourar, eu mal conseguia beber água de tão inchada… no auge da dor e do sofrimento começa a febre e a dor de cabeça. Só mesmo paracetamol e amoxicilina para me ajudar. Hoje foi aniversário da minha irmã, ainda bem que agora já estou bem melhor, pude pelo menos comer de bolo e da pizza. Ê vida!!!

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