Sob o signo do Símbolo
-Se
—–eu
——–começasse
———————-a
———————–escrever
———————————assim,
a primeira imagem que se associaria era a de uma escada. Mas a partir de uma escada pensa-se na queda, e da queda, na crise, da crise, na decadência, e da decadência, na derrota, e da derrota… tudo simbolizado pelo quê? Pela a queda da escada. O misticismo e a simbologia foram fundamentais nas relações humanas, nas decisões de líderes, na dominação de religiosos, no controle das massas. Mas o que me espanta é a necessidade de se instituir símbolos ainda ser tão presente em nossas vidas. Representam uma tradição que ultimamente tem sido tão deturpada, tão maltratada e tão renegada. Mas a construção de símbolos ainda estão lá, modificando mentes e levando cérebros às mais intensas viagens. E nem a sede por dinheiro, por glória ou algo desse tipo, tem se tornado capaz de apagar do subconsciente que existem os símbolos, as marcas, as representações. A Despedida no Sábado. Ter três filhos. Deixar de acreditar em Papai Noel. Aceitar um anel de brilhantes. Ano Novo Vida Nova. Dieta na Segunda-feira. Fazer o sinal da cruz na igreja, no cemitério. Já falei demais,
————————————-é
—————————-melhor
————————eu
——————parar
————-por
——aqui.
Hipergólicos
A América é um continente de consequências. Somos assim não por um processo pacífico, nós lutamos muito, lutamos tanto que nos esgotamos, aliás, fomos esgotados. A América inteira reflete essas consequências. Mas então por que não nos sentimos americanos? Porque somos produtos de uma miséria política, de uma dominação econômico de quem finge não ter nada a ver com isso. Houve sangue em cada planície e em cada planalto. Houve sangue em cada sorriso e em cada abraço. Mas hoje somos nós. Países oligárquicos… dominados por ideologias contraditórias… mas guerreiros, ainda lutamos por direitos antigos. Mas quando seremos vistos como independentes? Como povo de verdade e não como colonizados por europeus? Quando seremos nós? Quando trocaremos o ‘descobrimento’ por ‘dominação’, definitivamente? Quando vamos calar a boca de quem nos chama de vulcão?
“Nem tal excesso de honra nem tal indignidade”
Equilíbrio, para Física, pelo menos grosso modo é quando todas as forças sobre um indivíduo se harmonizam, não permitindo movimento (estático) ou deixando-o em retilíneo uniforme (dinâmico). Esse conceito pode ser analisado de um ponto de vista mais humano… ‘forças sobre o indivíduo se harmonizando’… sem pressão? Ou pressões aceitáveis?
O ponto ótimo que se supõe ser buscado por nós, seja de forma involuntária, por instinto, é relativisado. O padrão já deixou de ser seguido há séculos, e a personificação parece trazer a idiossincrasia a mil.
A caridade tornou-se sinal de idiotice ou tolice; e com ela vieram o desapego, o consumismo, a estima pessoal etc. Equilibrar-se novamente dentro de cada contexto é um trabalho não-resignado. Para quê? Honra e indignidade: extremos humanos, demasiadamente humanos. Conceitos perdidos.
E apelando ao século das dúvidas, será isso verdade? Encontrar nosso ponto ótimo já é por si prazer e felicidade? Deixo a mão de lado e caneta bem próxima para quem se atreve.
Nesse processo de pressões simultâneas em que vivemos estamos sempre a um desses dois lados. Buscamos a nossa honra ou trazemos a indignidade para o próximo ou vice-versa ou nenhum dos dois. A questão é que aprendemos a nos equilibrar em relação aos fatos e às pessoas que tomamos como referencial. Criar nosso referencial e a partir dele sermos guiados é o caminho mais lúcido.
Uns podem dizer ‘não preciso de honra, não preciso de dignidade’. ‘Precisa-se de desonra, de indignidade’. Não comparam parâmetros e não enxergaram as consequências.
Só os sem-honra e os indignos têm mostrado a verdade digna e honrada. Oh hipocrisia.
Prioridades pré-estabelecidas.
(e pré-impostas também).
“Em visita a Santa Catarina nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que as mudanças climáticas no planeta causaram a enchente que atingiu o Estado. O presidente viajou para Santa Catarina para sobrevoar as áreas mais atingidas pela chuva e anunciar a assinatura da Medida Provisória que destina R$ 1,6 bilhão para os estados afetados por enchentes.”
“Presidente Luiz Inácio Lula da Silva está reunido na manhã desta quinta-feira com empresários no Palácio do Planalto para apresentar um pacote de medidas para amenizar a repercussão da crise financeira mundial. As medidas, que devem ser anunciadas hoje, se destinam ao setor produtivo e consumidor e, segundo estimativas preliminares, podem custar cerca de R$ 10 bilhões aos cofres públicos.”
Não preciso nem explicar o título, não é? O que mais me encomoda é saber que na nossa democracia, teremos somente indignação como resposta.
Sem o nome
06/12/2008 e uma dona de casa é estuprada enquanto enchia tonéis com água para lavar roupa no outro dia. DONA DE CASA… parace vago? É vago, mas precisa de mais? O acontecimento em si para eles basta, para que o nome? Ela nunca o teve mesmo; vivia subordinada a um marido infiel e interrogativo. Noite. Sem água há tanto tempo, como sofreu para segurar tanto tempo as crianças sujas e desesperançosas. Ela era os pilares daquela casa. Era sim; não que sua existência fizesse sentido depois de ter ligado as tubas uterinas, mas ninguém sem nome se matém vivo depois de retirada a dignidade à frente de todos. À frente dos filhos, por mais grotesco que pareça. O monstro? Nome Sobrenome de Subnome; era homem, era marginalizado, tinham que culpar o governo e a sociedade porque eram mídia, e a mídia lucrava com isso, em criticar a sociedade, o sistema, o governo de novo e novamente e para sempre.
Suas lágrimas cicatrizaram em marcas rubras em seu rosto velho e erguido. Agora no mundo dos mortos não teria medos, não teria óvulos a serem usados. Estava morta e vivia finalmente sem a culpa, sem a desconfiança empregada pelas correntes transparentes da mente fechada, que nunca se rompe, que nunca evolui e que vai matar dezenas delas.
Preferiu gritar. Mas se tivessea aprendido a escrever sentaria e produziria seu ‘Em busca do tempo perdido’, reencontrando o sentido perdido de novo como poço roto que não refletiria seu rosto mas seu desgosto em ser um número de estatística. Seu nome era…
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